quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

MANIFESTO 2026 TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA * Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

MANIFESTO 2026 TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA
2025 se encerra, o que nos espera este 2026 às portas?

"Toda manhã, ao acordar mais uma vez sob o manto do céu, sinto que para mim é o primeiro dia do ano.

Por isso odeio estes anos novos a prazo fixo, que transformam a vida e o espírito humano em uma empresa comercial, com sua prestação de contas, seu balanço e suas previsões para a nova gestão. Eles fazem com que se perca o sentido de continuidade da vida e do espírito." (Antônio Gramsci).

2025 chega ao fim. Este foi um ano quente, do ponto de vista da luta de classes e dos povos oprimidos contra seus opressores no mundo.

Em Gaza e Cisjordânia, o valente e valoroso povo palestino enfrenta --apesar de todo sofrimento imposto--com altivez e dignidade, a máquina de guerra sionista/imperialista. Apesar de toda destruição e perdas sofridas por parte da nação palestina, ninguém mais no mundo pode negar o isolamento, desmascaramento e crise histórica do projeto colonialista de Israel.

Neste mesmo contexto, o povo iraniano neste ano, acertou golpes nunca antes imaginados ao Estado sionista, provocando um agravamento sem par da gravíssima crise do sionismo.
Na Europa, o imperialismo estadunidense e seus lacaios ocidentais, que manobraram a Ucrânia fascistizada como parte central do projeto de cercar a Rússia militarmente, para no longo prazo criar condições favoráveis a seu desmembramento como nação, estão sendo derrotados redondamente.

Em África, os povos combativos de boa parte deste continente, se levanta contra o neocolonialismo europeu em crise.

Na América Latina, o imperialismo americano em decadência, retoma como política central a infame Doutrina de Monroe, através do corolário Trump. O projeto da Casa Branca é avançar sua empreitada neocolonial e de pilhagens em seu auto-considerado "pátio traseiro".

Os Estados Unidos, que segundo estudos internos, sofrerá perigosa crise energética já em 2030, necessitam para manter sua máquina imperial roubar os recursos petroleiros de Venezuela e eliminar a revolução bolivariana. Os corsários imperialistas do século XXI buscam impor à pátria de Bolívar e Chávez um neoescravismo, acambarcar todas as suas riquezas naturais e impor um modelo econômico privatista, assentado na superexploração selvagem dos trabalhadores bolivarianos.
Este modelo projetam extender para toda a nossa região: esmagar a revolução cubana; derrubar o governo Ortega na Nicarágua; remodelar o mapa geopolítico continental e recolonizar a América Latina e Caribe, com o auxílio de seus lacaios de sempre entre as oligarquias crioulas e seus políticos e militares de extrema direita.

Também, no tabuleiro de Washington, labutam para afastar do continente a presença chinesa, competidor de peso dos Estados Unidos na arena geoeconômica global.

Na arena da luta de classes, 2025 fica marcado pela ofensiva mundial do capital contra o trabalho. O exemplo mais sintomático deste ano foi a Argentina do direitista lacaio Javier Milei, que avança para suprimir por completo todas as conquistas sociais e trabalhistas civilizatórias, que o proletariado portenho conseguiu com muita luta.

Este pequeno resumo mostra como as lutas sociais dos trabalhadores e povos oprimidos contra exploradores e opressores foram algo central neste ano que se encerra e continuará sendo no ano por vir.

Marx e Engels afirmaram com muita razão que a história de todas as sociedades tem sido a história das lutas de classes.

Que 2026 possa ser marcado pela reorganização dos trabalhadores como classe para-si; e que os povos oprimidos se unam, para combater sem tréguas seu inimigo comum: a besta imperialista.

O Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros e a Frente Revolucionária dos Trabalhadores, desejam firmemente a todo o proletariado brasileiro e aos povos trabalhadores e irmãos do mundo, muita força, capacidade de organização e combate contra as forças alienadas e destrutivas do capital

domingo, 4 de janeiro de 2026

Levantar toda a América Latina contra os bandidos imperialistas * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Levantar toda a América Latina contra os bandidos imperialistas!
Nota da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, em solidariedade e defesa do povo e governo da Venezuela!

As forças imperialistas atacaram nesta madrugada o solo interno da Venezuela com bombardeios aéreos por drones.
Até o momento não se sabe o paradeiro do presidente Nicolas Maduro e sua esposa, a primeira combatente Cilia Flores, nem se ouve vítimas fatais.

O povo venezuelano de pronto, tomou as ruas em defesa do seu país e seu governo, e a Força Armada bolivariana está em profundo estado de prontidão e combate.

A agressão covarde e vil por parte da Casa Branca constitui um dos crimes mais graves, cometido pelo imperialismo contra a América Latina nos últimos tempos. Abre assim, precedentes perigosíssimos para uma ofensiva generalizada dos Estados Unidos contra todos os países no mundo, não só em Nossa América.

Até o momento, as reações dos chefes de Estado em toda a nossa região têm sido muito tíbias, protocolares e em grande medida pusilânime, tamanho a gravidade da situação.

O que restava ainda do suposto "direito internacional", plasmado na Carta das Nações Unidas, está rasgado e o imperialismo em crise avançará para sua política neocolozizadora contra os povos.
Na América Latina em particular, corremos o risco de sermos arrastados para guerras permanentes do imperialismo, como ocorre no Oriente Médio, onde vemos países balcanizados, Estados falidos e desestruturados, a selvageria e o reino do caos imperando.

Nos solidarizamos militantemente com nossos irmãos venezuelanos e com o presidente Maduro e sua família. Neste momento é urgente formarmos uma coordenação continental para tomarmos as ruas, as embaixadas e consulados estadunidenses em defesa da Venezuela e das vidas do presidente Nicolas Maduro e Cilia Flores.

Que os governos latinoamericanos e caribenhos tomem postura enérgica e prática contra este crime gravíssimo cometido pelos bandidos imperialistas.

Mais uma vez, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores do Brasil, estamos incondicionalmente e até às últimas consequências ao lado do povo e governo venezuelano.
¡Toda Latinoamérica debe alzarse contra los bandidos imperialistas!

Declaración del Frente Obrero Revolucionario (FRT), de Brasil en solidaridad y defensa del pueblo y gobierno de Venezuela

Fuerzas imperialistas atacaron territorio venezolano esta mañana con drones.

Hasta la fecha, se desconoce el paradero del presidente Nicolás Maduro y su esposa, la primera dama Cilia Flores, y no hay reportes de muertes.

El pueblo venezolano salió inmediatamente a las calles en defensa de su país y gobierno, y las Fuerzas Armadas Bolivarianas se encuentran en alerta máxima para el combate.

La cobarde y vil agresión de la Casa Blanca constituye uno de los crímenes más graves cometidos por el imperialismo contra Latinoamérica en los últimos tiempos. Por lo tanto, sienta un precedente extremadamente peligroso para una ofensiva generalizada de Estados Unidos contra todos los países del mundo, no solo los de nuestra América.

Hasta ahora, las reacciones de los jefes de Estado de toda nuestra región han sido tímidas, superficiales y, en gran medida, pusilánimes, dada la gravedad de la situación. Lo poco que queda del supuesto "derecho internacional", consagrado en la Carta de las Naciones Unidas, está en ruinas, y el imperialismo, en crisis, continuará con sus políticas neocoloniales contra nuestros pueblos.

En América Latina, en particular, corremos el riesgo de ser arrastrados a guerras imperialistas permanentes, como ocurre en Oriente Medio, donde presenciamos países balcanizados, Estados fallidos y fragmentados, brutalidad y el reinado del caos.

Expresamos nuestra solidaridad con nuestros hermanos y hermanas venezolanos y con el presidente Maduro y su familia. En este momento, es urgente que formemos una coordinación continental para salir a las calles y a las embajadas y consulados de Estados Unidos en defensa de Venezuela y de la vida del presidente Nicolás Maduro y Cilia Flores.

Instamos a los gobiernos de América Latina y el Caribe a adoptar una postura firme y práctica contra este atroz crimen cometido por bandidos imperialistas.


Una vez más, el Frente Obrero Revolucionario de Brasil expresa su solidaridad incondicional e inquebrantable con el pueblo y el gobierno de Venezuela.

Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

APOIO
Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

106 ANOS DE FUNDAÇÃO DA 3ª INTERNACIONAL * Roberto Bergoci - SP

106 ANOS DE FUNDAÇÃO DA 3ª INTERNACIONAL

Roberto Bergoci - SP

106 ANOS DE FUNDAÇÃO DA 3ª INTERNACIONAL
No dia 24 de janeiro de 1919, o Comitê Central do Partido Comunista Russo (novo nome do Partido Bolchevique), junto das direções dos partidos comunistas de diversos países que estavam na Rússia Soviética, como Partido Socialista Operário norte- americano, Partido Comunista húngaro, polonês, alemão, letão, austríaco, finlandês e mais a Federação Socialista Balcânica, lançam um impactante chamado ao primeiro congresso da nova internacional revolucionária dos trabalhadores. Estava nascendo a III Internacional, ou Internacional Comunista. O chamado lançado pelos partidos comunistas, explicita a necessidade imperiosa de uma nova internacional, que correspondesse à nova etapa que adentrava a sociedade burguesa, marcada profundamente pela formação e acirramento dos monopólios e dos cartéis de grandes grupos capitalistas. Essa etapa da sociedade burguesa foi caracterizada de forma clássica por Vladimir I. Lenin, no livro Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo, de 1917.


Após a completa degeneração da II Internacional e dos partidos socialdemocratas reformistas que a compunham, sobretudo o partido socialdemocrata alemão de Karl Kaustsky, que havia apoiado a Primeira Guerra Mundial imperialista, os revolucionários internacionalistas fortemente influenciados pela revolução russa de 1917, dirigida por Lenin e Trotsky, percebem a importância da criação de uma nova internacional, que combateria mundialmente o capitalismo de forma orgânica e centralizada.


Segundo o chamado de fundação da III Internacional:
“Os partidos e organizações abaixo-assinados consideram como uma necessidade imperiosa a reunião do primeiro congresso da nova Internacional revolucionária. Durante a guerra e a revolução, não somente se manifestou a completa bancarrota dos velhos partidos socialistas e socialdemocratas e com estes a da II Internacional, como também a incapacidade dos elementos centristas da velha socialdemocracia na ação revolucionária. Ao mesmo tempo se distinguem os contornos de uma verdadeira Internacional revolucionária”.


Os doze pontos elaborados pela direção da Internacional, descrevem as táticas e condutas dos partidos socialistas e comunistas que a integravam. No chamado, fica patente a necessidade da derrubada do capitalismo, que adentrava numa época de crises agudas e decomposição e que a tarefa do proletariado revolucionário era a tomada do poder pelos trabalhadores contra a burguesia decadente internacionalmente.


O 1.º Congresso da nova Internacional, se reuniu na Rússia soviética, entre os dias 2 e 6 de março de 1919 e se deu em meio à Guerra Civil que o imperialismo levava adiante contra a pátria revolucionária. No discurso de abertura do Congresso, Lenin afirmava: Por mandato do Comitê Central do Partido Comunista Russo, declaro aberto o primeiro congresso da Internacional. Antes de mais nada, lhes peço que nos levantemos para honrar a memória dos melhores representantes da III Internacional: Karl Liebcknecht e Rosa Luxemburgo”. Esses dois gigantes do proletariado haviam sido assassinados recentemente pela socialdemocracia alemã. Os bolcheviques, sobretudo Lenin e Trotsky, sabiam muito bem que sem a expansão da revolução proletária pelos principais países da Europa, a revolução poderia ser estrangulada pelas forças do capital imperialista, pois a Rússia soviética continuaria isolada em meio ao mar capitalista.


Segundo retrospecto de Lenin no 3.º Congresso da Internacional: “Compreendíamos perfeitamente que a vitória da revolução era impossível [em nosso país] sem o apoio da revolução internacional e mundial. Tanto antes como depois da revolução, pensávamos: ou a revolução acontece, se não imediatamente, pelo menos muito em breve nos outros países mais desenvolvidos do ponto de vista capitalista, ou então estaremos condenados a perecer”.


Dessa forma, como bem disse Zinoviev: “Desde seu nascimento a III Internacional liga seu destino ao da Revolução Russa”.


Diferente da I Internacional de Marx e Engels, que possuía um caráter de frente única entre diversas tendências do movimento operário, como comunistas, socialistas, anarquistas, sindicalistas, etc., e da II Segunda Internacional, que era uma espécie de federação de partidos socialdemocratas e socialistas, a Terceira funcionava de acordo com os critérios do centralismo democrático, defendido por Lenin em sua concepção de partido operário. Ou seja, baseado na experiência da Revolução de Outubro de 1917 e na nova etapa da mundialização do capital imperialista, a III Internacional foi formada como um partido mundial da revolução socialista, um agente e guia internacional da derrubada do capitalismo.


Os primeiros quatro congressos da Internacional Comunista significaram um profundo avanço programático para a luta dos trabalhadores. Nestes estão inseridos a luta contra o oportunismo, o sectarismo, o ultra esquerdismo, a Frente Única, além de importantes resoluções quanto à questão da mulher, dos negros, da luta dos povos semicoloniais e coloniais, mas também do trabalho dos comunistas nos sindicatos e nas fábricas.


Na resolução sobre a tática, por exemplo, votada no Terceiro Congresso em junho de 1921, se percebe uma atualidade irretocável: “(...) é necessário tomar cada necessidade das massas como ponto de partida da luta revolucionária, que em seu conjunto poderá constituir a corrente poderosa da revolução social. Porém, para realizar essa tarefa, os partidos comunistas devem propor as reivindicações cuja realização constituem uma necessidade imediata e urgente para a classe operária e devem defender essas reivindicações nas lutas de massas, sem se importar em saber se são compatíveis ou não à exploração agiota da classe capitalista”.
A degeneração stalinista


O período do Termidor soviético, conforme definido por Leon Trotsky no capítulo V do livro A Revolução de Traída de 1936, como “a vitória da burocracia sobre as massas”, foi cruel para a sobrevivência da Internacional Comunista. O agravamento das condições de saúde de Lenin, o isolamento do Estado operário sabotado economicamente pelo mundo capitalista, os estragos causados pela Guerra Civil, o abatimento das massas, entre outros fatores, favoreceu o avanço da burocratização do Estado operário soviético, do Partido Comunista Russo, mas também e, fundamentalmente, da Internacional.


A política reacionária do “socialismo em um só país”, que expressava o conservadorismo da casta burocrática encabeçada por Stalin, dominou a política da Internacional Comunista desde a morte de Lenin. Em 1927, a política de colaboração de classes levada adiante pela burocracia, levou à derrota da revolução chinesa: Stalin e toda a direção da Internacional burocratizada submeteu o partido comunista chinês ao nacionalismo burguês do Kuomitang, dirigido por Chiang Kai-Shek, que em seguida promoveu um massacre contra os revolucionários.


Nessa época, a burocracia rompendo com a da Frente Única, votada no IV Congresso da Internacional, passou a defender as Frentes Populares, que amarravam o proletariado às burguesias ditas “progressistas”, levando à diversas derrotas dos trabalhadores. Em seguida, nos anos de 1930, dando um giro qualitativo, a direção termidoriana entra no seu “terceiro período”, caracterizado por um ultra esquerdismo extremado, não menos nocivo que seu apoio às Frentes Populares.


Igualando a socialdemocracia ao fascismo, a “teoria” stalinista do “social-fascismo” se negava, mesmo na iminência do perigo nazista, em articular a frente única do Partido Comunista alemão com os trabalhadores socialdemocratas, facilitando dessa forma a subida de Hitler ao poder e abrindo anda mais o caminho para a Segunda Guerra Mundial, levando Trotsky a declarar morta a Internacional Comunista e a criar a IV Internacional, baseada nos quatro primeiros congressos da Terceira.


Após a Segunda Guerra Mundial Stalin, levando adiante a política de coexistência pacifica com o imperialismo, dissolveu oficialmente a III Internacional, mostrando à burguesia mundial sua disposição em ser um freio contra a revolução proletária e um dos sustentáculos da ordem burguesa.


Apesar da burocratização e traição stalinista, a III Internacional além de extremamente atual e necessária, ficará para sempre como um exemplo de combate e da necessidade da luta internacional intransigente do proletariado revolucionário contra a burguesia e o imperialismo, um verdadeiro legado de nossos heroicos camaradas que a fundaram, sobretudo os bolcheviques dirigidos por Lenin e Trotsky. Neste sentido, reivindicamos seus quatro primeiros congressos como patrimônio da classe trabalhadora mundial!
A necessidade do combate internacional contra o capitalismo


O internacionalismo proletário, ou seja, a união internacional dos trabalhadores para a sua luta política contra o capital, constitui-se num dos princípios fundamentais do socialismo cientifico. Surge mesmo, do caráter cada vez mais internacionalizado da economia capitalista e das suas forças produtivas, muito diferente da sociedade feudal ou agrária pré-capitalista, que mantinha uma estrutura fragmentada baseada em pequenos Estados, além de relações sociais e políticas estreitas, que impediam de fato o desenvolvimento das forças produtivas.


De acordo com Marx e Engels:
“Impelida pelas necessidades de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo terrestre. Necessita estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda parte.” (Manifesto Comunista de 1848). Dessa forma, se o regime capitalista tende para a mundialização de suas relações de produção e se o capital desloca geograficamente e constantemente suas contradições, a luta dos trabalhadores possui em essência um caráter internacional contra a burguesia.


Podemos observar este fato empiricamente nos dias atuais, na chamada “globalização neoliberal”. Na atual fase do capitalismo, marcada pela completa desregulamentação da circulação de capitais por parte dos Estados burgueses modernos, as grandes empresas multinacionais têm deslocado constante e permanentemente seus empreendimentos pelo globo, em busca de baixos salários, condições degradantes de labor, benefícios fiscais por parte dos Estados nacionais e etc., que na prática e em última instância barateiam os custos de produção e incrementam as condições de concorrência por parte dos grandes monopólios. Mas do outro lado da moeda, põem os operários na defensiva, acirram a concorrência entre os proletários de diversos países e precarizam e degradam as condições mais básicas de sobrevivência dos trabalhadores, sobretudo nos países dependentes e semicoloniais da Ásia, África e América Latina.


Um acontecimento histórico atual, que deixa bem claro o fato de que, no capitalismo, as lutas de classes, assim como as relações de produção burguesas e as forças produtivas, ultrapassam seus limites nacionais, mesmo no terceiro mundo onde ocorrem lutas nacionalistas e anti-imperialistas. Na Venezuela, por exemplo, é possível observar de forma clara e objetiva, como as forças do capitalismo internacional atuam em conjunto para levar adiante seus interesses de pilhagem colonial entre as diversas facções da burguesia imperialista. Se não for socorrida pelo proletariado internacional, em primeiro lugar da América Latina, as massas venezuelanas terão sérias dificuldades em resistir ao criminoso assédio imperialista, articulado internacionalmente. O exemplo venezuelano possui todo um valor pedagógico para os trabalhadores: a burguesia, apesar de suas contradições, sempre que necessário e quando se trata de defender seus interesses de classe atua para si em nível internacional contra os trabalhadores e estes só podem responder de forma efetiva também na arena da luta de classes internacional.


Essa rotatividade internacional do capital está diretamente conectada à fase imperialista da economia mundial burguesa, onde predomina a exportação de capital em detrimento à de mercadorias. Como nos diz Lenin: “O que caracteriza o antigo capitalismo, onde reinava a livre concorrência, era a exportação de mercadorias. O que caracteriza o capitalismo atual, onde reinam os monopólios, é a exportação de capitais.” (Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo).


Assim sendo, a burguesia, apesar das profundas contradições em seu interior, utiliza como escudo contra a luta nacional dos trabalhadores, a internacionalização das forças produtivas e o deslocamento de suas contradições no interior dos Estados nacionais para a arena da economia mundial. Dessa forma, a luta dos trabalhadores para ter êxito contra o capital necessita ser internacional. Como diz o filósofo trotskista George Novack, citado no livro de Alicia Sagra, História das Internacionais Socialistas, editora Sunderman, de 2005:
“O internacionalismo não é um dogma, nem um sonho, nem uma ideia sentimental, impossível de realizar. Para os materialistas, o internacionalismo é o reconhecimento e a compreensão da realidade e das necessidades da civilização contemporânea. Estas bases materiais sociais da economia mundial constituem os verdadeiros fundamentos do internacionalismo marxista.”.


A atual e profunda crise orgânica pelo qual passa a sociedade burguesa em todo o mundo exige uma resposta também mundializada dos trabalhadores. O grande capital imperialista tem implementado, na prática, uma ofensiva histórica contra o proletariado em todos os países. Em nível mundial, a burguesia tem estabelecido um novo padrão de acumulação, baseado num rebaixamento internacional acentuado do padrão de vida das massas e na espoliação selvagem de sua existência. A lógica disso é que, o capital tem conseguido nivelar relativamente e por baixo, a taxa de exploração internacional dos trabalhadores.


Este processo contrarrevolucionário se acentuou sobremaneira, com a restauração capitalista na União Soviética e na China, resultando numa ofensiva brutal tanto econômica e política, como ideológica, contra o operariado de todos os países.


No entanto, todos os mecanismos de contenção da resistência operária, estão absolutamente comprometidos devido ao aprofundamento irreversível da crise global e universalizante, que atinge o regime burguês em seu conjunto. O regime de acumulação neoliberal colocado em marcha após a derrocada das políticas econômicas keynesianas, está falido e esgotado, sendo vetor de profundas e constantes instabilidades no coração da ordem burguesa.


Com a completa mundialização das forças produtivas do capital, esgota-se assim suas possibilidades de expansão, restando ao capital lançar mão de suas forças destrutivas contra a própria humanidade. Mas por outro lado, as condições materiais para a emancipação dos trabalhadores e do conjunto da humanidade estão dadas.


Se os trabalhadores vivem uma crise de direção revolucionária, devemos afirmar com base na realidade objetiva que a burguesia vive crise pior. Toda a superestrutura da sociedade burguesa está contaminada pela profunda crise orgânica do regime capitalista, diminuindo decisivamente as condições das classes dirigentes deslocarem suas contradições profundas e insolúveis, como lançavam mão num passado distante.


O proletariado tem a vantagem de se encontrar do lado certo da maré histórica. Como toda a história tem mostrado, os períodos que antecederam os grandes embates das lutas de classes, foram precedidos por épocas contrarrevolucionárias. Depois do desgaste dos principais mecanismos de contenção burgueses, o próximo período será o do ascenso operário, que necessita urgentemente superar a crise de direção.

Batalhar pela criação dos partidos revolucionários em cada país é tarefa de suma importância para o proletariado em seu embate de vida ou morte contra a burguesia no terreno nacional, mas não basta: a atual época histórica cobra mais do que em qualquer outro período, a criação do partido mundial da revolução, arma decisiva para o proletariado em sua luta pela derrubada do capitalismo internacionalmente.


Como o grande revolucionário russo Leon Trotsky nos ensinou em suas teses publicadas no Epílogo da edição de Sunderman de 2012, de A Revolução Permanente (de 1930):
“A revolução socialista não pode ser concluída nos marcos nacionais. Uma das principais causas da crise da sociedade burguesa reside no fato de que as forças produtivas por ela engendradas tendem a ultrapassar os limites do Estado nacional. Daí as guerras imperialistas de um lado, e a utopia dos estados Unidos burgueses da Europa do outro. A revolução socialista começa no terreno nacional, desenvolve-se na arena internacional e termina na arena mundial. Por isso mesmo, a revolução socialista se converte em revolução permanente, no sentido novo e mais amplo do termo: só termina com o triunfo definitivo da nova sociedade em todo o nosso planeta.”.


Diante da enfermidade de morte que atinge cronicamente a sociedade burguesa senil, que nada tem mais a oferecer à humanidade, a não ser desemprego, fome, guerras e destruição, se faz cada vez mais atual o chamado dos dois gigantes do proletariado internacional Marx e Engels, no Manifesto Comunista: “ Trabalhadores de todos os países, uni-vos!”.


ROBERTO BERGOCI - SP
texto publicado originalmente no jornal
GAZETA REVOLUCIONÁRIA
*

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

AVANÇA A CRISE DO IMPERIALISMO NO ORIENTE MÉDIO E NO MUNDO * Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

 AVANÇA A CRISE DO IMPERIALISMO NO ORIENTE MÉDIO E NO MUNDO

Texto: Roberto Bergoci/SP
Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB


*A crise do colonialismo imperialista

O aprofundamento da limpeza étnica, traduzida em genocídio, cometida pelo Estado sionista de Israel se radicaliza. Desde o dia 08 de outubro as forças militares sionistas tem atacado indiscriminadamente a Faixa de Gaza tendo como alvo principais hospitais e a infraestrutura da região. Bombardeios intensos atingiram covardemente comboios de palestinos que se deslocavam de suas regiões sob ordens dos próprios militares israelenses. Num dos ataques mais criminosos e repugnantes, as forças militares do sionismo atingiram um hospital batista, matando mais de 500 pessoas, grande quantidade de mulheres, crianças e idosos.

Até o momento, segundo dados da ONU, quase 10 mil palestinos já foram brutalmente assassinados pelas bombas de Israel, destes, mais da metade estão entre mulheres e crianças. Tal fato, se somarmos as mulheres grávidas que não terão condições de terem um parto seguro e minimamente viável, além do bloqueio que o governo fascista israelense impôs em relação a ítens básicos de caráter humanitário como comida, água, medicamentos e insumos hospitalares; combustível, internet, etc., significa uma forma de ampliação do genocídio sistemático cometido por Israel, que impossibilita de forma deliberada as condições de reprodução do povo palestino, expressão macabra de mais um novo episódio da limpeza étnica que se mistura ao genocídio de um povo. Dessa forma, os sionistas calculam ocupar por completo a Faixa de Gaza e ampliar seu domínio sobre o que resta de território palestino, uma necessidade imperiosa para o caráter da colonização expansionista do sionismo.

*Esmagar o sionismo na Palestina, no oriente médio e no mundo!

A imprensa mercenária mundial da burguesia são mais do que cúmplices dessa barbárie; na verdade, a grande mídia capitalista é um agente direto da política colonialista e genocida de Israel e dos Estados Unidos. O papel cumprido pelos escribas de aluguel da burguesia, é de promoverem e acentuarem a propaganda de guerra, promover um clima psicológico adequado a ofensiva destrutiva do sionismo com as bençãos do imperialismo ianque e demais países imperialistas europeus. A imprensa burguesa é o elemento por excelência da guerra psicológica e agentes diretos da barbárie.

*Fortalecer a ofensiva internacional dos povos contra Israel e o imperialismo estadunidense!

O ataque que o Hamas levou adiante dentro das próprias fortalezas da pátria sionista, foi um dos mais ousados atos cometidos pela resistência palestina desde 1948. Tal iniciativa da resistência palestina provocou uma grave crise, não só no interior do governo fascista de Benjamín Netanyahu, mas também internacionalmente, promovendo um abalo em toda a geopolítica mundial.

A questão Palestina, tão desprezada nos últimos anos voltou à tona. O regime do Apartheid israelense passa pela mais grave crise em sua história e Israel encontra-se completamente desmoralizado e desmascarado internacionalmente. Organismos do imperialismo como a ONU, entraram em completa falência e as burguesias europeias, estadunidense e árabes, estão sendo pressionadas por seus povos a romperem relações econômicas e diplomáticas com Israel.

*Fortalecer a resistência Militar e civil contra o terrorismo de Israel!

Grandes mobilizações tomam conta da Europa, Estados Unidos e Ásia Ocidental. Na América latina, os povos também começam a sair às ruas contra a barbárie sionista e exigem de seus governos, o total rompimento com Israel.

A resistência palestina impôs dessa forma, duro revés não somente a Israel, mas também ao imperialismo, que enfrenta fortes mobilizações no interior da pátria ianque. A conjugação do avanço da crise geral do capitalismo mundial, do genocídio cometido por Israel e sua consequente desmoralização mundial, somado ao crescimento da mobilização popular, pode significar profundos abalos na geopolítica imperialista, que está neste momento, sofrendo humilhante derrota na Ucrânia. Estamos na iminência do recrudescimento geral das lutas dos povos em todo o mundo.

*Viva a resistência militar palestina!

Nestas condições, é preciso o fortalecimento de vanguardas revolucionárias que saibam se inserir no movimento de massas e canalizá-los para a via da revolução socialista, que destrua o Estado burguês e implemente as bases de uma economia planificada internacionalmente.

A resistência heróica do povo palestino é hoje, a grande expressão e maior epicentro da luta mundial da classe operária e das massas populares contra o imperialismo e o capitalismo em crise estrutural. Uma derrota contundente dos genocidas sionistas será um duro golpe nono imperialismo. Portanto, defender a resistência palestina, armada e civil/popular, é defender a luta mundial contra o imperialismo e o regime capitalista mundial.

Para tanto, é solidariedade militante ao Hamas e as demais forças da resistência palestina que combatem o Estado sionista. É preciso unificar as forças dos grupos armados árabes, sobretudo o Hezbollah, Hamas, etc., contra as forças militares covardes do sionismo; também, é necessário a combinação de um levante generalizado dos povos árabes, junto de uma forte mobilização dos trabalhadores em todo o mundo, contra o Estado fascista e genocida de Israel.

No Brasil, crescem os atos de rua em apoio ao povo palestino. Mas é preciso que seja articulado em nosso país, uma forte campanha militante e de massas contra Israel. É necessário a coordenação de um tal movimento em âmbito nacional.

Exigimos da parte do presidente Lula a completa ruptura econômica e diplomática com Israel e que seu embaixador e consulares sejam expulsos do Brasil.

*Solidariedade militante ao Hamas e demais grupos da resistência!

Também defendemos o imediato cessar fogo por parte de Israel, sabendo que não basta para a resolução dos interesses imediatos e históricos do povo palestino, pilhados e assassinados de forma contínua desde a criação artificial do Estado sionista e racista colonial. Dessa forma, defendemos a retomada de um Estado palestino laico e democrático, com total restauração das fronteiras e direito efetivo do povo originário às suas terras no espaço geográfico anterior a 1948. As demandas históricas do povo palestino somente podem vir a luz e tornar-se realidade concreta, com o fim do Estado supremacista, colonial, racista e de Apartheid, que é Israel, sustentado pelo imperialismo estadunidense e europeu, por se tratar de um enclave geopolítico na região estratégica, devido suas fontes energéticas e localização geográfica.

*Abaixo o Estado fascista e genocida de Israel!

A proposta sionista-imperialista dos dois Estados definitivamente ruiu desde o fracassado Acordo de Oslo. O progressivo avanço dos assentamentos judaicos na região da Cisjordânia, o recrudescimento da política racista e supremacista oficial por parte de Israel, são exemplos do caráter expansionista do próprio modo capitalista de ser e estrutura do Estado sionista. Somente a luta dos trabalhadores do mundo e dos povos árabes em particular, podem impor uma derrota histórica e inviabilizar o projeto imperialista que é o sionismo.

Por uma campanha mundial de solidariedade dos povos em defesa do povo palestino!

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

NARCO/ESTADO/IMPERIALISMO * Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

NARCO/ESTADO/IMPERIALISMO
UM DIÁLOGO ENTRE CAMARADAS:

CAMARADA 1 

- Seria o momento de abordar o narco como instrumento do imperialismo. O desgaste que um ataque desse tipo, coordenado em várias cidades de um Estado como o Rio de Janeiro, tomando toda a região metropolitana, com milhões de habitantes, paralisando toda atividade econômica, é exatamente o tipo de evento que interessa às figuras tipo Trump para decretar intervenção militar estrangeira, a título de que o governo local não tem condições para combater o narcotráfico. Ou seja, a acusação de terrorismo que antes era a ferramenta para justificar essas intervenções, agora é um simples "sacode " do crime organizado contra uma população indefesa exposta a todo tipo de violência, desde a inoperância do governo de plantão até a inexistência de articulação das forças militares institucionais.

CAMARADA 2 

- Olha, camarada. Esse fortalecimento dos "exércitos" de lumpens desclassados, tem se dado em todo o Brasil praticamente. São Paulo, o centro burguês do Brasil, também está sendo tomado pelo crime.

O narcotráfico e os ganhos com as drogas de tipo mafioso, tem sido uma forma alternativa de acumulação capitalista num contexto marcado pela queda das taxas de lucros na economia real, devido ao que Marx caracterizou como avanço da composição orgânica do capital, ou seja, a sobreposição do trabalho morto sobre o vivo.

No outro lado da moeda estão os contingentes de jovens desempregados estruturalmente, expulsos do mercado formal de trabalho, viraram massas sobrantes na sociedade burguesa tardia, que não pode mais inserir produtivamente enormes quantidades de seres humanos. Esse "dejeto" humano-pela ótica do capital-é a mão de obra não qualificada desse crime "organizado" que cresce em todo o nosso continente, e são os soldados razos, buchas de canhão nessa guerra informal que atinge os centros urbanos nas grandes cidades de nossa América. Expressão clara, objetiva da decomposição mesmo da civilização burguesa.

O que fica claro, é que as políticas de militarização exacerbada e encarceramento sistemático das massas empobrecidas, faliram inapelavelmente. O narcotráfico é um dos grandes negócios no mundo business e fonte de ganhos bilionários no capitalismo em crise estrutural. Portanto, na fase de decomposição geral da civilização burguesa, o mundo do crime é algo que se confunde com a forma de ser da sociedade do capital.

Material e espiritualmente, o narcótico tornou-se algo
que não mais pode ser superado dentro do capitalismo.

Sobre o tema, sugiro os livros:
"Los Narcos Gringos", de Jesus Esquivel;
"As Delícias do Crime ", de Ernest Mandel;
"O Terrorismo de Estado na Colômbia", de Hernando Calvo Ospina
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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

NOTA DE REPÚDIO AO SIONISMO * Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

NOTA DE REPÚDIO AO SIONISMO

NÓS, militantes, círculos, simpatizantes e amigos da Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT e do Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB, vimos a público conclamar todos os patriotas, antiimperialistas e antifascistas a levantarem suas vozes em defesa da PÁTRIA PALESTINA e contra o sionismo e seus genocídios.

Precisamos derrotar em todos os campos toda a política implementada sob a égide do imperialismo, como o sionismo, o nazifascismo, o terrorismo, o lawfere, e o golpismo a serviço do sistema financeiro internacional beligerante.

Não aceitamos que fundamentalismos e extremismos venham contaminar a vida social brasileira, em nenhum aspecto. Não podemos nos omitir ante a censura, o cerceamento à liberdade intelectual, os ataques à cultura em todos os seus aspectos, e o vilipêndio ao seu exercício pela insidiosa insânia sionista, vinda lá dos confins do ostracismo.

Jamais deixaremos que a omissão cubra o brilho da liberdade com o seu manto ensanguentado da covardia. Por isso, não aceitamos a atitude do governo brasileiro perante o genocídio israelense contra o povo palestino, que sempre se sai com seus comentariosinhos lacônicos, mas sem nenhuma ação efetiva e necessária, como romper relações com essa excrecência chamada "israel". Essa atitude, inclusive, funciona como uma espécie de apoio "tácito" pró-sionismo.

Não aceitamos também e denunciamos, viementemente, as atitudes irresponsáveis desse governo diante das perseguições sionistas a cidadãos brasileiros, cuja lista vem crescendo a cada dia. Some-se a ela nossos companheiros ativistas militantes, entre os quais se encontra o bravo André Constantine, os não menos Breno Altman e Ruy Costa Pimenta, todos com seus direitos cidadãos cuspidos pelos órgão públicos jurídicos brasileiros a serviço do sionismo.

Por isso e por tudo que o sionismo representa de negatividade na vida humana e brasileira, empenhamos nossa palavra e nossa militância na denúncia de todos os seus estragos, ocorram aonde quer que seja. Outrossim, propomos às entidades da advocacia que busquem mecanismos para excluir de nosso meio entidades da natureza da CONIB, promotoras de ódio e nazissionismo.

CONCLUINDO, 

nos somamos à defesa da PÁTRIA PALESTINA, SOBERANA E LIVRE DO RIO AO MAR!!

NOSSA SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DO SIONISMO NO MUNDO E NO BRASIL!

ROMPIMENTO DE RELAÇÃOES BRASIL/ISRAEL JÁ!

PENA DE MORTE AOS PERPETRADORES DE CRIMES CONTRA A HUMANIDADE!

EXIGIMOS QUE O ESTADO BRASILEIRO DEFENDA SEUS CIDADÃOS DE QUAISQUER IGNOMÍNIAS PSEUDO-IDEOLÓGICAS!
MAIS REPÚDIO AO SIONISMO

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domingo, 21 de setembro de 2025

ANTÍDOTOS AO COLONIALISMO CULTURAL * Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

ANTÍDOTOS AO COLONIALISMO CULTURAL

A pequena lista de livros abaixo sugerida, não é mais que um resumo muito sumário e limitado, da vasta contribuição do pensamento social brasileiro que versou desde os tempos, sobre a condição de nosso país, de nossa formação histórica, etc.  Em suma, sobre as tentativas e esforços construídos ao longo de nossa história, sobre o caráter do que é o Brasil, para nos entendermos quem somos. 

 É importante retomar sistematicamente os estudos e pesquisas sobre nossos grandes autores, desde os mais conhecidos do grande público e da academia, até e,  sobretudo, os pensadores que foram propositalmente apagados, borrados pela universidade colonizada brasileira. 

 Suas contribuições precisam ser reabilitadas e resgatadas nestes tempos de domínio da indústria ideológica, como diria o mestre venezuelano Ludovico Silva, pois tal  é um antídoto e uma forma de resistência, para fazer frente a verdadeira monstruosidade  avassaladora do domínio cultural e ideológico franco-estadunidense que tem tomado conta do Brasil desde as últimas três ou quatro  décadas, contando com a cumplicidade da chamada "nova esquerda" de matriz universitária, dominante hoje em nosso país. 

 Nestes tempos de obscuridade irracionalista, de ataque e assalto a Razão,  é vital conhecermos a fundo sobre nossa identidade e formação mesmo, enquanto povo mestiço. 

 Atualmente vemos avançar nos meios universitários pequenos-burgueses, a chamada "escola" " decolonial", importada diretamente dos setores políticos e acadêmicos franceses e/ou estadunidenses. 

 Tais "escolas" nada têm a ver com o pensamento original do grande mestre Enrique Dussel, por exemplo, que pensava seriamente nossa condição comum, entre os povos americanos do Sul e Caribe, de dominados pela civilização capitalista ocidental desde o mercantilismo burguês. 

Como demonstrou Dussel, a colonização mercantilista e o seu produto inerente que foi o escravismo colonial, foram acontecimentos históricos e produtos diretos da civilização burguesa que se desenvolvia no bojo da decadência do feudalismo e da Idade Média europeia. Portanto, a questão do racismo, da opressão patriarcal, etc., que persistem até nossos dias de formas variadas, e que tem sido certeiramente denunciadas pelas "escolas" em questão, são produtos por excelência da civilização capitalista histórica, não puramente da "colonialidade", como dizem os acadêmicos "decoloniais".

  A avalanche histórica que arrastou para uma outra forma de existência hostil os povos originários de Nossa América, é a mesma que trouxe cativos para nossas terras como força de trabalho escrava e carvão humano, os africanos. No comando e a frente disso, os europeus portugueses, em nosso caso.
  O resultado disso tudo, para além da exploração e opressão selvagens que foram submetidas aos povos indígenas e africanos; dos crimes abomináveis e pavorosos cometidos pelos europeus incontavelmente contra essa massa brutalizada e desumanizada. 

 Para além disso e de forma contraditória, também temos a riquíssima experiência que foi e é, a formação histórica miscigenado do povo brasileiro, num processo riquíssimo de desenvolvimento histórico, social e cultural. 

 Deixamos humildemente e, novamente , de forma muito sumária, a sugestão de alguns autores fundamentais que pensaram nossa formação e existência, cujo as contribuições são mesmo indispensáveis para se pensar quem somos e para onde vamos.

AUTORES IMPRESCINDÍVEIS

Euclides da Cunha
José de Alencar
Manoel Bonfim
Clóvis Moura
Caio Prado
Antonio Risério
Florestan Fernandes
Álvaro Vieira Pinto
Guerreiro Ramos
Nelson Werneck Sodré
Alberto Torres
Cruz Costa
Ariano Suassuna
Glauber Rocha
Heitor Villa Lobos
Guimarães Rosa
Érico Veríssimo
Graciliano Ramos
José Lins do Rego
Jorge Amado
Lima Barreto
José Ramos Tinhorão
Edson Carneiro
Roger Bastide
Silvio Romero
Luiz da Câmara Cascudo
Oliveira Lima
Raimundo Nina Rodrigues
Artur Ramos
Darcy Ribeiro
Gilberto Freire
Julia Falivene Alves