ESQUERDA ANTICOMUNISTA
Uma Esquerda para o Capital
O vídeo acima relata um fato de muita importância e que tem influido de forma decisiva, sobre derrotas muito graves que o proletariado vem sofrendo há pelo menos quatro décadas diante da burguesia mundial e do imperialismo: a ascensão de uma certa esquerda anti-conunista, apegada a pautas de caráter identitario, anti-universalista e que não se guia mais por um rigoroso critério de classe; que abandonou, quando não, calúnia, a filosofia proletária, que é o materialismo histórico e dialético, como norte e bússola da revolução socialista internacional.
Essa esquerda identitária em questão, tem como base ideológica as filosofias pós -modernas, que é uma arma de ataque da burguesia contra o marxismo revolucionário, assim como foram em seu auge o positivismo, o relativismo e o existencialismo.
Todas essas "escolas de pensamento" foram--e são--expressões ideológicas e filosóficas irracionalistas da contra-revolução burguesa contra a tradição marxista. Refletem o caráter absolutamente reacionário que toma a burguesia desde os levantes revolucionários do proletariado europeu dos anos 1848.
Em nosso atual período histórico, marcado pela crise geral e global do capital, as classes dominantes, carentes de legitimação para dominar, em todos os países têm lançado mão de uma série de cardápios de opções contra-revolucionarias das mais variadas, tendo como finalidade central "congelar" a história e arquitetar uma forma de estruturação social assentada em relações de contra-revolução preventiva e permanente.
As filosofias irracionalistas pós modernas e o identitarismo, seu filho bastardo, ao rejeitarem a possibilidade do progresso histórico, ao negarem todo o legado humanista do iluminismo, do idealismo alemão e do marxismo clássico (o combate vulgar que dão às meta narrativas), o que pretendem é impossibilitar a revolução socialista, a emancipação proletária e dos dos povos oprimidos pelo imperialismo.
Não à toa, que filósofos idolatrados pelo irracionalismo pós moderno, como Friedrich Nietzsche ou Michel Foucault, etc., sejam tão divulgados na academia e nos meios de fabricação e propagação de ideologias.
Não à toa, que organizações de fachada da CIA, como a famigerada Fundação Ford, etc., tem há décadas financiado e fomentado uma miríade de movimentos identitários fragmentados, visando dividir as lutas populares e proletárias contra o capital, buscando sempre a integração ao mundo burguês e a "conciliação" com a burguesia , o que eles chamam de "empoderamento".
No Brasil, a maior parte da esquerda atual é objetivamente pequeno burguesa e liberal.
De origem universitária em sua maior parte, distante e sem raiz no movimento operário ou popular, essas organizações (ou "coletivos", como se apresentam) carentes de uma bússola ou norte programático revolucionário, estão atreladas de corpo e alma aos donos do poder permeado através de uma verdadeira cocha de retalhos de pautas e movimentos identitários fragmentados, atuando abertamente contra o marxismo-leninismo e contra nossa própria característica de povo missigenado, produto de nossa formação histórica. Além do combate ao comunismo, os movimentos identitários também são inimigos declarados do nacionalismo popular e revolucionário anti-imperialista.
É imperioso para o movimento comunista, para os trabalhadores e, mesmo para os nacionalistas, combater duramente a esquerda liberal e identitária.
No Brasil e no mundo, é urgente para o proletariado reagrupar as vanguardas revolucionárias marxistas-leninistas, se quisermos organizar as lutas consequentes e revolucionárias para superar o capital em crise.
Neste sentido, é mais do que imprescindível desmascarar e deixar a nú essa atual "esquerda" para o capital.
ROBERTO BERGOCI/PCTB
DISTORÇÕES NA ABORDAGEM ETNICA I
DISTORÇOES NA ABORDAGEM ETNICA Roberto Bergoci SP ROBERTO BERGOCIDISTORÇOES NA ABORDAGEM ETNICA II
DISTORÇÕES NA ABORDAGEM ETNICA III
*



