MANIFESTO 2026 TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA
"Toda manhã, ao acordar mais uma vez sob o manto do céu, sinto que para mim é o primeiro dia do ano.
Por isso odeio estes anos novos a prazo fixo, que transformam a vida e o espírito humano em uma empresa comercial, com sua prestação de contas, seu balanço e suas previsões para a nova gestão. Eles fazem com que se perca o sentido de continuidade da vida e do espírito." (Antônio Gramsci).
2025 chega ao fim. Este foi um ano quente, do ponto de vista da luta de classes e dos povos oprimidos contra seus opressores no mundo.
Em Gaza e Cisjordânia, o valente e valoroso povo palestino enfrenta --apesar de todo sofrimento imposto--com altivez e dignidade, a máquina de guerra sionista/imperialista. Apesar de toda destruição e perdas sofridas por parte da nação palestina, ninguém mais no mundo pode negar o isolamento, desmascaramento e crise histórica do projeto colonialista de Israel.
Neste mesmo contexto, o povo iraniano neste ano, acertou golpes nunca antes imaginados ao Estado sionista, provocando um agravamento sem par da gravíssima crise do sionismo.
Na Europa, o imperialismo estadunidense e seus lacaios ocidentais, que manobraram a Ucrânia fascistizada como parte central do projeto de cercar a Rússia militarmente, para no longo prazo criar condições favoráveis a seu desmembramento como nação, estão sendo derrotados redondamente.
Em África, os povos combativos de boa parte deste continente, se levanta contra o neocolonialismo europeu em crise.
Na América Latina, o imperialismo americano em decadência, retoma como política central a infame Doutrina de Monroe, através do corolário Trump. O projeto da Casa Branca é avançar sua empreitada neocolonial e de pilhagens em seu auto-considerado "pátio traseiro".
Os Estados Unidos, que segundo estudos internos, sofrerá perigosa crise energética já em 2030, necessitam para manter sua máquina imperial roubar os recursos petroleiros de Venezuela e eliminar a revolução bolivariana. Os corsários imperialistas do século XXI buscam impor à pátria de Bolívar e Chávez um neoescravismo, acambarcar todas as suas riquezas naturais e impor um modelo econômico privatista, assentado na superexploração selvagem dos trabalhadores bolivarianos.
Este modelo projetam extender para toda a nossa região: esmagar a revolução cubana; derrubar o governo Ortega na Nicarágua; remodelar o mapa geopolítico continental e recolonizar a América Latina e Caribe, com o auxílio de seus lacaios de sempre entre as oligarquias crioulas e seus políticos e militares de extrema direita.
Também, no tabuleiro de Washington, labutam para afastar do continente a presença chinesa, competidor de peso dos Estados Unidos na arena geoeconômica global.
Na arena da luta de classes, 2025 fica marcado pela ofensiva mundial do capital contra o trabalho. O exemplo mais sintomático deste ano foi a Argentina do direitista lacaio Javier Milei, que avança para suprimir por completo todas as conquistas sociais e trabalhistas civilizatórias, que o proletariado portenho conseguiu com muita luta.
Este pequeno resumo mostra como as lutas sociais dos trabalhadores e povos oprimidos contra exploradores e opressores foram algo central neste ano que se encerra e continuará sendo no ano por vir.
Marx e Engels afirmaram com muita razão que a história de todas as sociedades tem sido a história das lutas de classes.
Que 2026 possa ser marcado pela reorganização dos trabalhadores como classe para-si; e que os povos oprimidos se unam, para combater sem tréguas seu inimigo comum: a besta imperialista.
O Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros e a Frente Revolucionária dos Trabalhadores, desejam firmemente a todo o proletariado brasileiro e aos povos trabalhadores e irmãos do mundo, muita força, capacidade de organização e combate contra as forças alienadas e destrutivas do capital




